Romantize sua vida como uma artista
Romantizar é um termo muito atribuído a coisas que se considera ruins, com alerta do perigo de relativizá-las possa causar um grande prejuízo. Isso porque o romântico, em uso comum, é usado para a preferência pela fantasia, pela emoção, pela imaginação, em detrimento da racionalidade. O deixar se encantar pela parte boa da coisa toda e se iludir de que é possível viver dentro de uma nuvem cor de rosa usando um arco-íris de ponte.
Mas amigues, pra vida prestar, é preciso uma grande dose de romance e todas as atribuições que vem com a prática.
Não sei como meus amigos racionais vivem com a vida difícil do jeito que é, mas eu que vejo as coisas de uma perspectiva dramática, eu preciso da distração, da fantasia, do entretenimento como item básico de sobrevivência.
Acho que uma das grandes lutas da minha vida é tentar conseguir o equilíbrio entre razão e emoção. Tenho muita dificuldade em lembrar de todos os compromissos que eu tenho no dia, na semana, no mês, no ano se eu não anotá-los ou fugir deles porque toda burocracia me assombra; Quando preciso ser física e mentalmente presente em alguma situação de conflito, sou drenada de toda reserva de energia que habita o meu corpo e a forma de repor essa energia é me voltar pro máximo de alienação que eu consiga ter naquele instante. Nem que seja olhar pro vazio por 5 minutinhos imaginando um ambiente, situação, companhia totalmente diferentes daqueles que me encontro no momento.
Romantizar é um termo muito atribuído a coisas que se considera ruins, com alerta do perigo de relativizá-las possa causar um grande prejuízo. Isso porque o romântico, em uso comum, é usado para a preferência pela fantasia, pela emoção, pela imaginação, em detrimento da racionalidade. O deixar se encantar pela parte boa da coisa toda e se iludir de que é possível viver dentro de uma nuvem cor de rosa usando um arco-íris de ponte.
Mas amigues, pra vida prestar, é preciso uma grande dose de romance e todas as atribuições que vem com a prática.
Não sei como meus amigos racionais vivem com a vida difícil do jeito que é, mas eu que vejo as coisas de uma perspectiva dramática, eu preciso da distração, da fantasia, do entretenimento como item básico de sobrevivência.
Acho que uma das grandes lutas da minha vida é tentar conseguir o equilíbrio entre razão e emoção. Tenho muita dificuldade em lembrar de todos os compromissos que eu tenho no dia, na semana, no mês, no ano se eu não anotá-los ou fugir deles porque toda burocracia me assombra; Quando preciso ser física e mentalmente presente em alguma situação de conflito, sou drenada de toda reserva de energia que habita o meu corpo e a forma de repor essa energia é me voltar pro máximo de alienação que eu consiga ter naquele instante. Nem que seja olhar pro vazio por 5 minutinhos imaginando um ambiente, situação, companhia totalmente diferentes daqueles que me encontro no momento.
As últimas semanas (digo, os últimos anos, se for analisar direitinho) me forçaram a estar mais presentes numa realidade densa, cheia de problemas familiares e financeiros, doenças e morte. Me tirou o tino da minha capacidade de abstração da realidade. Que era excessiva, eu confesso, mas sair de um extremo pro outro, sem uma preparação do coração, não foi legal.
E me sinto dizendo um "venho por meio desta", em prol do bem-estar e equilíbrio mental dizer: Romantize sua vida, sim. Acenda aquela vela no seu banho, durante a sua leitura; bote um cheirinho bom enquanto você arruma casa; compre flores e enfeite sua mesa, sua estante, sua janela; Sinta o vento ou sol bater na cara, o cheiro da chuva; Faça um escalda-pés; Passe um óleo de banho, um hidratante cheiroso; Faça ou peça uma comida gostosa; Fale sem pressa com aquela pessoa que você gosta; Faça um caminho diferente; Convide um amigo pra sair; Dance e cante no banho (com cuidado pra não escorregar); Sinta as folhas secas se esmagando sob os seus pés; Pesquise um assunto que você gosta e se delicie com um conhecimento que só serve pra você; Assista as nuvens te apresentarem desenhos diferentes (ou os azulejos do banheiro); Comece um hobby novo.
E me sinto dizendo um "venho por meio desta", em prol do bem-estar e equilíbrio mental dizer: Romantize sua vida, sim. Acenda aquela vela no seu banho, durante a sua leitura; bote um cheirinho bom enquanto você arruma casa; compre flores e enfeite sua mesa, sua estante, sua janela; Sinta o vento ou sol bater na cara, o cheiro da chuva; Faça um escalda-pés; Passe um óleo de banho, um hidratante cheiroso; Faça ou peça uma comida gostosa; Fale sem pressa com aquela pessoa que você gosta; Faça um caminho diferente; Convide um amigo pra sair; Dance e cante no banho (com cuidado pra não escorregar); Sinta as folhas secas se esmagando sob os seus pés; Pesquise um assunto que você gosta e se delicie com um conhecimento que só serve pra você; Assista as nuvens te apresentarem desenhos diferentes (ou os azulejos do banheiro); Comece um hobby novo.
Ou corte revistas, junte resto de embalagem e
Junk journal with me.
Esse é o típico hobby que vai vir alguém e perguntar: mas isso aí, hein, serve de que?
Esse é o típico hobby que vai vir alguém e perguntar: mas isso aí, hein, serve de que?
E a gente tenta não dizer que é pra comer cu de curioso, não, a gente responde que serve de nada além de esvaziar a mente, ocupar as mãos, preencher o coração, como qualquer outro hobby que, pra ser hobby, na minha concepção, tem que fazer bem primeiro a quem está a fazê-lo.
Mas o que é journal/journaling?
É a prática de usar um caderno ou espaço digital (como esse blog, aliás) para organizar ideias, seja por imagem ou escrita, com desenhos ou colagens, na categoria que quiser - Bullet journal (BuJo), junk journal, sketchbook, diário de viagem, álbum de fotos, grimório, scrapbook - ou tudo junto, o caderno é seu, se joga. Seja pra escrever diariamente, organizar sua vida em listas, organizar sua coleção de adesivos, colar cacarecos.
Eu, particularmente, tenho experiência com journals desde criança, que sempre fui estimulada pela minha mãe a escrever em pequenos diários e na adolescência quando migrei e comecei a explorar blogs, além da faculdade que me incentivou a manter sketchbooks diversos.
A minha obsessão atual, que ando precisando manter coisas que não me exijam um nível de pensamento profundo, tem sido explorar o junk journal.
Eu, particularmente, tenho experiência com journals desde criança, que sempre fui estimulada pela minha mãe a escrever em pequenos diários e na adolescência quando migrei e comecei a explorar blogs, além da faculdade que me incentivou a manter sketchbooks diversos.
A minha obsessão atual, que ando precisando manter coisas que não me exijam um nível de pensamento profundo, tem sido explorar o junk journal.
Tem sido incrivelmente relaxante cortar papeis, achar padrões, criar padrões, organizando-os visualmente, ter ideias pra novas páginas, pensar em ideias de coisas mais elaboradas, querer ter mais contatos com técnicas analógicas, descobrir e experimentar novas coisas, mexer coisas com as mãos, relaxar o cérebro, voltar pros dias infantis de tempo dedicado a uma atividade prazerosa, fazer coisa bonita, ter dias bons e ver a vida por olhos mais apaziguadores.
Lendo sobre e vendo perfis de design, acabei absorvendo a ideia de que registrar junk é registrar memória gráfica. E eu sou designer gráfico, ô catapimbas (e das velhas). Registrar memória gráfica é uma das minhas tarefas de profissão. Seja numa página feita de colagens de marcas diversas recortadas de embalagens como testar uma nova composição com elementos diversos tirados de várias outras origens que puderam chegar às mãos.
Observar, cortar, compor, colar. Design e arte puros. Beleza em tudo. Romantização da vida.
Lendo sobre e vendo perfis de design, acabei absorvendo a ideia de que registrar junk é registrar memória gráfica. E eu sou designer gráfico, ô catapimbas (e das velhas). Registrar memória gráfica é uma das minhas tarefas de profissão. Seja numa página feita de colagens de marcas diversas recortadas de embalagens como testar uma nova composição com elementos diversos tirados de várias outras origens que puderam chegar às mãos.
Observar, cortar, compor, colar. Design e arte puros. Beleza em tudo. Romantização da vida.
Essa é a minha vibe atual e eu recomendo.


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