𝚃𝚑𝚎 𝚗𝚊𝚖𝚎 𝚘𝚏 𝚊𝚗 𝚎𝚡𝚝𝚒𝚗𝚌𝚝 𝚜𝚝𝚊𝚛 𝚎𝚌𝚑𝚘𝚎𝚜, 𝚌𝚛𝚎𝚊𝚝𝚎𝚜 𝚠𝚒𝚝𝚑 𝚜𝚒𝚕𝚎𝚗𝚌𝚎, 𝚜𝚑𝚊𝚍𝚘𝚠, 𝚊𝚗𝚍 𝚋𝚛𝚒𝚐𝚑𝚝𝚗𝚎𝚜𝚜.

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Kinktober 2024

 Segundo ano de Kinktober (que geralmente posto lá pelo mastodon porque é onde aceita nudez sem restringir), decidir focar em duas personagens. Um casal sáfico gordo e fogoso. Não terminei todo o desafio. O ano foi ficando cada vez mais apertado de tempo o que fez até ter uma mudança de estilo no meio do caminho.

CW: contém nudez e atos sexuais. Entre por sua conta em risco.

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sexta-feira, 18 de outubro de 2024

performance da retroalimentação publicitária

O ruim de ser designer no meio publicitário é que o modo publicitário de viver não condiz - ao meu ver - com o sonho projetista do design. Publicidade não quer solucionar problemas, penso, quer vender soluções. Quem se preocupa se a solução funcionou, é quem projeta. Depois de vendido, toda divulgação vai girar em torno do sucesso que foi.

Vendo o Uil falar sobre tudo ser performance em uma postagem pessoal no mastodon, colocou lenha na minha cabeça sobre como a publicidade é um grande show disto. Sempre foi. Que absorve designers, jornalistas, produtores de evento, entre outras e outras profissões, e fazem de tudo um grande espetáculo. Geram lixo, comem lixo. É um sistema de retroalimentação de porcaria que embala todo mundo, ergue alguns e derruba o resto.
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sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Sketchtember '24




 







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terça-feira, 3 de setembro de 2024

“é como se fosse um bebê”

O tempo todo escuto “é como se fosse um bebê”, mas ao contrário de um bebê que aprende e se desenvolve, as coisas acontecem ao contrário.

Cuidar de um corpo vivo (além do nosso, claro) que nem sabe dizer onde dói é complicado demais. É brigar contra o anti desenvolvimento. A pele fica mais fina, os músculos mais enrijecidos.

São feridinhas, alergias, inflamações e dores que surgem sem motivo aparente, porque apesar de parado, continua em movimento.

É difícil, muito difícil.
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sábado, 24 de agosto de 2024

Estudos em marcadores

Tests&tests with markers. I'm trying with Touch markers before Copic, because PRICES, you know



Continuing more paintings with marker to try to understand these little things. And of course, being helped by beautiful bodies as inspiration.




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quarta-feira, 31 de julho de 2024

f é r i a s

De repente, férias.

É engraçado porque eu sempre vou jogando as coisas que tenho que fazer pra frente e pra frente e quando o momento chega eu ainda tenho o descaramento de ficar surpresa. Mas assim, em algum momento eu sabia que as férias começariam, mas hoje acordei atrasada, no caos, cheguei com 1h30 de atraso e meu chefe: "opa, pensei que tinha se confundindo e entrado de férias um dia antes".

E a ficha caiu. O tempo de resolver tudo chegou.

Férias pra outras pessoas, geralmente significa descansar e viajar. Pra mim, significa resolver problemas acumulados.

Viciada em pesquisar bullet journal, acho tudo incrível e lindo e quando tô flutuando, puxo meu pé de volta, me chacoalho e me repreendo: não há tempo! O não ter tempo pra fazer uma coisa contínua é o meu fantasma que não dá trégua mesmo em férias e preciso sempre evocar meu mantra.
Seja justo consigo mesma. Seja justo consigo mesma. Seja justo consigo mesma.

E na tentativa de ser, fiz uma lista que imaginei ser realista e se conseguir cumpri-la, as férias terão sido um sucesso. Mesmo sem viagens. (◕︵◕)
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sexta-feira, 19 de julho de 2024

Divagações sobre saúde e dinheiro

Eu fui marcar uma consulta médica pra minha mãe e, nesse momento, eu tava com dinheiro pra pagar integralmente. O que não é o comum, geralmente somos dependentes de cartão de crédito e dividido em muitas parcelas.

Achei curioso que o lugar tava lotado (escritório de cartão de saúde que dá desconto em consultas) e todo mundo que era perguntado sobre a forma de pagamento, a resposta era sempre "pix" ou "débito". E quando crédito, se perguntado "quer parcelar?" a resposta era "deus me livre!". Seria algo bom se fosse um indicativo de autocontrole financeiro da população, mas a mim só me parecia uma camada acima de uma pobreza como a minha, a tal pobreza premium. Ou nem tanto, talvez a premium esteja num plano de saúde de verdade.

Enfim.

Ela foi pra consulta, paguei integralmente no pix; fomos pra farmácia, compramos a medicação, paguei no pix; fomos tomar um café, novamente paguei no pix. Uber no pix, pra cima e pra baixo. Uma saidinha numa manhã e, pof, 500 reais. No pix.

E nada demais, nada de luxo, tudo básico (ou que deveria ser). É foda o quanto dinheiro nos dá o senso de dignidade.

O que me faz ficar profundamente irritada com quem compara o tratamento privado de saúde com o SUS. Sim, ter o SUS é maravilhoso, desde que você não tenha urgência em depender do SUS. Se você não precisa dormir no chão sujo de um hospital ou implorar chorando pra que um parente seu tenha um atendimento básico de urgência, faça o favor de não comparar os dois sistemas na minha frente.

E aí é 'senta que lá vem história':

Quando meu pai foi encaminhado pra UPA, ele tinha uma parte do dedo sem circulação. Ele foi sob a recomendação de "precisa ver um vascular". Chegou lá, ficou interno. Porque precisava ver um vascular.

Por erro médico, deixaram o dedo dele sem curativo. No dia seguinte tinha ponto de necrose. Por erro da equipe, demoraram 5 dias pra transferí-lo. Mesmo com curativos diários, a necrose cobriu toda a parte inferior do dedo. Quando transferiram, esperou mais uns 3 dias pra "ver o vascular".

Ver o vascular, no fim das contas, significou amputar o dedo. Sem conversa, sem avaliação. Nunca nem vi o médico, no máximo, a equipe de enfermagem.

Já amputado, 3 enfermeiros conversaram comigo pra dizer "ó, não tá legal. Se continuar assim, o próximo passo é a ponta do pé, o pé, a perna...". Não à toa o hospital era conhecido como "açougue". E não é dos piores do Recife, pelos relatos. E os relatos... eu ouvi tanta coisa.

Ele teve alta e corremos pra uma enfermeira particular. Ela foi taxativa em dizer: ele não precisaria ter amputado. E tratando em 10 sessões, ela reverteu o caso dele. "Só" perdeu um dedo. E aí seguiu no SUS, como término de tratamento.

Pra gente que é pobre-pobre, SUS é uma benção e uma maldição. Ruim com, pior sem.

É preciso tá aqui na casta baixa pra ter uma panorâmica disso.
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quinta-feira, 18 de julho de 2024

Polin


 

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domingo, 30 de junho de 2024

Feliz São João!

Ou melhor, Feliz São Pedro! Feliz último dia de festejos juninos.

Passar mais um mês junino na 'Capital do Forró' sempre traz infinitas sensações que até escrever sobre elas é difícil de tão misturadas e agridoces. É um mês onde pessoas nordestinas, vivendo aqui ou não, aproveitam para exprimir seu amor e suas lembranças pelas festas que acontecem no mês e, apesar de ter, sim, boas lembranças que me ligam à raiz, as lembranças ruins se sobressaem. É como enfiar a mão numa bacia de miçangas coloridas. É lindo de ver, é gostoso de sentir, mas separar por cor é custoso - e essa é sempre a parte que prevalece.

E aí ver tanta gente sendo alegre enquanto eu me afogo em sensações e lembranças ruins me dá um aperto no peito de ser amarga que me deixa mal. Queria também ser alegre e curtir essa festa com leveza.

Meus pais tiveram bar por grande parte da minha infância e por toda a minha adolescência. Sempre vivemos nas proximidades do principal polo do São João da cidade que a cada ano foi ficando maior e maior e ia nos envolvendo mais e mais. Consequentemente, eles não trabalhavam sozinhos, eu e meu irmão éramos também envolvidos em toda a dinâmica de trabalho e isso significava: virar madrugadas, sair pra comprar materiais de reposição, carregar peso, ter a casa invadida por estranhos a todo momento, lidar com estranhos a todo momento, lidar com bêbados a todo momento, andar por multidões. Ouvir as mesmas músicas que não gostávamos repetidas vezes, ir ao banheiro pra chorar e aguentar mais algumas horas, ser privada de fazer as coisas que gostávamos porque precisávamos trabalhar com um público abusado, lidar com turistas. Lavar banheiro com cocô e xixi de estranhos no chão, lavar banheiro com o cheiro intragável de xixi misturado com cerveja, limpar mesas, servir mesas, ouvir assédio calada, ouvir reclamação gratuita com sorriso no rosto, ouvir exigências descabidas. Cortar verdura, mexer panela, servir mesas e não ter hora pra comer e descansar.

Eu entendo quem se sente feliz indo pros festejos, mas eu, que grande parte da vida estive do lado oposto, sinto arrepios. Me voltam o cheiro do xixi com álcool, da lama com xixi que tomam a rua, do barulho sufocante que me faz gritar pra ser ouvida - logo eu, que falo baixo. A sensação de não ter pra onde correr numa multidão é sufocante.

30 dias. Ares de tortura em "fogueiras acesas na terra refletindo estrelas brilhando no céu".

Hoje, finalmente, é o último dia e bate um alívio de não precisar mais ser a amarga do meio feliz e colorido. Amanhã começa o meu dia favorito de todo ano no qual chamo carinhosamente de "arquitetura da destruição" (inspirada por um doc de mesmo nome) onde todas as luzes se apagam, todas as coisas começam a ser removidas, todos os caminhos voltam a ser livres e, por fim, vence o silêncio.

Sobrevivi mais um ano.
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segunda-feira, 10 de junho de 2024

Some last drawings made with colored pencils. It's been fun exploring this tool through which I learned how to paint.


CW: contém nudez e atos sexuais. Entre por sua conta em risco.


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domingo, 5 de maio de 2024

Saudade

Senti saudade, bati na porta e anunciei: ei, apareçam, estou com saudade.

E apareceram, não todos, mas apareceram. Não sanou minha saudade, porque parece ser da minha natureza essa constante de viver no passado, mas acrescentou um tijolinho no buraco aberto.

Se amanhã a saudade abrir mais, chegarei eu e baterei na porta novamente.

Desculpa, é que eu sou carente das pessoas que amo.
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quarta-feira, 1 de maio de 2024

Nascimento de uma lembrança

Minha vó achou engraçadíssimo que eu e minha mãe beijamos a testa dela fazendo estalo. “Olha isso! Mas rapaz”, ela exclamou baixinho. E fez um “vem cá” com a mão pra cada uma de nós pra beijar também e tentar estalar.

Ficamos assim por um tempo.

É como ver uma memória se formando, quase um salto no futuro em que diremos “lembra de quando…?”.

O coração parte, né.
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sexta-feira, 19 de abril de 2024

Não quero mais indicações

Eu quero ler os livros que comprei, que me organizei pra ter, que eu achar por conta própria. Os álbuns que adiei, aqueles que descobri e descobrirei, eu quero ouví-los por mim. Os filmes, as séries, aqueles que fazem sentido no meu momento de vida, os que encontrei, os que vou encontrar.

Em hobbies, quero me jogar naqueles que eu sentir que meu corpo e minha alma se encontram. Sem cobrança de qualidade, sem pressa.

Sem indicações furando todas as minhas filas, minhas organizações, meus eus.

🎵 This time I wanna drive
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sexta-feira, 12 de abril de 2024

Dança

Desde o último “salto” de evolução na doença da minha vó (ou última hospitalização) ela demanda uma atenção ainda maior.

Aqui em casa a gente se move como uma dança em torno dela, em nenhum momento fica só, então precisa ser bem sincronizado.

Um sai, outro entra, outro cozinha. Um vai tomar banho, outro fica, outro limpa. Um descansa, outro vigia, outro trabalha.

Minha vida presa numa ciranda.
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sábado, 6 de abril de 2024

Eu, robô?

Eu tenho dificuldade demais em ver vídeo acelerado, porque eu sou lenta. Em muita coisa da vida eu sou lenta, nisso também.

Mas aí como não há tempo hábil pra tudo na vida, coloquei um vídeo aqui acelerado em 1.25x. E toda hora eu fico agoniada porque penso que a pessoa tá falando rápido demais.

Acabo perdendo tempo porque não entendo o que foi dito e eu preciso ficar voltando pra entender bem.

Lendo 'Eu, robô', segundo a 1ª Lei da Robótica de Asimov, por proteção a vida humana, se robôs caem em dilemas insolúveis, eles entram em parafuso.

Pensando aqui no parafuso que é estar cansada do excesso de informação e ficar frustrada com a perda de tempo e consumir mais informação pra suprir o tempo perdido.

Um robô só aguentaria porque excesso de informação não seria um problema, talvez, mas aí quem entra em parafuso é a mente humana com o dilema.
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sexta-feira, 5 de abril de 2024

Pinturas em guache, encadernação e outros











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quarta-feira, 3 de abril de 2024

Dias chuvosos, testes de pintura, silêncio... Outono 🧡






 

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Medo da folha em branco

Os tempos de agência publicitária me acostumaram mal. Com o processo de criação atropelado (achatado e inexistente), toda folha em branco ganha um sofrimento a mais. Isso porque o processo de pesquisa inexiste, porque "não há tempo", logo essa partida pra ação que sempre começa de algo pré-existente, semi criado, tira o fator "papel em branco" da criação. Me acostumei a não me deparar com o vazio e quando preciso lidar com ele, sofro.

Veja bem, são 12, quase 13 anos de meio publicitário nesses moldes. O que antes poderia ser uma tensão do começar, agora é um medo paralisante. E paralisa. Deveria ser diferente, o tempo de experiência poderia me dar know-how de criar ainda mais rápido, mas não quando o próprio trabalho é castrador.

Uma das lutas diárias é desatar esses nós e urge no peito a necessidade disso.
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terça-feira, 2 de abril de 2024

I didn't abandon digital paintings,

I just didn't have time for them anymore. I started this one and didn't progress much further than that.




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Anatomia de uma queda

Quando eu vi esse filme, não dei a importância aos simbolismos que poderia ter dado. A pressa do Oscar meio que mata esse degustar calmo da lista preenchida. Então o monólogo da Sandra bateu, mas não bateu tanto quanto vem batendo nos últimos dias.

É quase um ritual anual chegar a essa altura do ano com uma melancolia pertinente. Ano após ano, a sensação de ser insuficiente, de estar perdendo tempo, de não conseguir avançar e de estar presa se intensifica ainda mais. Acho que é mais ou menos na época em que o gás de mudança e renovação da virada do ano vai acabando e vai sobrando só a realidade de que, é, mais um ano eu ainda tô aqui estagnada e com leves e pesadas pioras.

Nesse fim de semana, proferi a frase "Enquanto meu irmão levanta cedo pra correr na praia (algo de sua própria escolha, em prol de si), eu levanto pra trocar fralda da minha vó (algo que não escolhi, mas caiu pra mim por consequências). Ai, a vida...". E ao falar isso, veio o discurso do filme me atingir em cheio no peito e me aumentar a sensação de culpa.


"Você reclama da vida que você escolheu! Você não é uma vítima. Nem um pouco. A sua generosidade esconde algo mais sujo e mau. Você é incapaz de enfrentar suas ambições e fica ressentido comigo por isso. Mas não sou eu que te coloquei onde você está. Eu não tenho nada a ver com isso! Você não está se "sacrificando" como você diz! Você escolhe se colocar de lado, porque você tem medo! Porque seu orgulho faz sua cabeça explodir antes de você conseguir pensar no rascunho de uma ideia! e agora você acorda aos 40 anos e precisa de alguém pra culpar! E a culpa é sua! Você se paralisa pelos seus próprios princípios e seu medo de falhar! Essa é a verdade."


E aí veio uma tempestade de questões que estão martelando aqui. A culpa mora no fato de não ter conseguido resolver minha vida antes de ser presa por ela. Como resolvo agora? Como saio da armadilha? Como lido com a culpa que possa vir depois? Por que eu não posso desistir? Por que eu tenho tanto medo das consequências de mudança? Por que eu não tenho a coragem que meu irmão tem? Chegarei eu aos meus 40 procurando alguém pra culpar? E o que fazer com esse sentimento de que já acabou meu tempo?

Algumas dessas questões invocam outras questões e possivelmente poucas respostas.

Pra complementar, vi um trecho de uma entrevista de uma das participantes do BBB quando eliminada, e ela dá uma fala performática sobre como não ter como competir com pessoas mais jovens - sendo ela com 33 anos. Entendi tanto que doeu.

E as falas seguem doendo. Anatomia das nossas quedas.
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quinta-feira, 28 de março de 2024

Multichrome

Testing multichrome pencils, this metallic one. Not the best paper for this, but very beautiful. I was enchanted for a while by the shine on the paper.

I've been really enjoying sparkles and *magical* aspects, haha









 

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sexta-feira, 22 de março de 2024

Felicidade

Fonte da imagem



Recentemente tem rolando nas redes a trend de postar uma foto de como se era há 10 anos e fazer o antes e depois com como se está hoje. Sempre que rola essas trends de comparação, eu me entristeço um pouco comigo sobre as escolhas erradas que eu fiz, sobre o que me foi imposto, sobre o tempo que não volta e a atualidade que não melhora e acabo resumindo minha justifica em não participar em: não era feliz antes, não sou feliz hoje.

Falar isso faz surgir comentários como "tudo passa" entre várias elaborações empáticas. Passa, mas ninguém avisa que as coisas que mudam podem mudar pra pior. Que a vida avança e ninguém tem escolha do que é que vai mudar, que talvez o que a roleta de vida sorteia é PLIMPLIM vem duas coisas péssimas agora e uma apenas ruim. Aquilo que tinha de bom vai ter que esperar mais sete anos pra vir novamente e não será legal como da primeira vezzzzPLIM PLIM.

Garoto evangélico me abordou na rua com a seguinte pergunta:


"você está feliz hoje?".


Sei que felicidade não é um fenômeno contínuo, que a grama do vizinho é mais verde, que em tempos de hiper conectividade a comparação é uma armadilha. Eu sei. Mas é o normal contar nos dedos de uma mão aspectos que me deixaram feliz?

Não, eu não estou feliz hoje. Nem fui ontem. Nem fui há 10 anos na trend da foto. Possivelmente não sei na trend dos próximos 10, nem nunca.

Apesar disso, o copo não está vazio, tá até meio cheio.
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terça-feira, 19 de março de 2024

Pausa para dar um jeito na vida

 Nossa, mas de quem foi a ideia de manter um blog pra postar atualizações e testes artísticos, hein? Porque percebe-se o quanto eu tenho falhado em manter isso aqui. E nem é porque não tenho produzido nada, até tenho, mas organizar os arquivos no celular pra postar tem me tomado mais energia que o normal.

Dos tantos arquivos que permeiam a galeria do meu celular, testes com tintas metálicas, diário de filme, livro e série feito à mão, testes com porcelana fria, encadernação de cadernos para guache e aquarela, desenhos à lápis de cor com muitas cores, são algumas das coisas que não consegui atualizar por aqui. Vai ver, preciso testar menos e me organizar mais, no pouco tempo que me resta na correria diária. Talvez assim diminua a frustração. Já já me organizo, espero.
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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Mais uma noite chega



E com ela, a vontade de desaparecer, morrer, se espatifar, ir pras cucuias, virar purpurina - e não de um jeito carnavalesco.

Além das dores e perturbações físicas que me acometem há duas semanas, a frustração da estagnação aperta demais no peito.

Via muito as pessoas reclamarem do sentimento de prisão durante a pandemia. Pois, minha pandemia nunca passou, sigo presa.
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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Hourly Comic Day '24

 





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quinta-feira, 18 de janeiro de 2024


 

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quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Resumo | 2023

Consumi muito pouco, no geral. Consegui cumprir muito pouco o que me propus, mas resolvi destacar alguns deles, ainda assim, pra tentar manter um pouco do meu senso de normalidade.

░░ Livros ░░

Como li poucos, coloquei todos que li com uma avaliação média em estrelas das leituras que gostei. Boas leituras, mas poucas. Ou poucas leituras, mas boas. Dependendo do ânimo do dia.O amor nos tempos do cóleca (Gabriel García Marquez) - ★★★★
Homens sem Mulheres (Haruki Murakami) - ★★★★
Relatos de um gato viajante (Hiro Arikawa) - ★★★
A Rosa de Sarajevo (Margaret Mazzantini) - ★★★★
O Papel de Parede Amarelo (Charlotte Perkins Gilman) - ★★★★★
Dom Casmurro (Machado de Assis) - ★★★★
A publicidade é um cadáver que nos sorri (Oliviero Toscani) - ★★
Estou feliz que minha mãe morreu (Jennette McCurdy) - ★★★
Nos olhos de quem vê (Helô D'Ângelo) - ★★★★★❤︎
Fim (Fernanda Torres) - ★★★★

Deixei algumas leituras interminadas que não sei se retomarei em breve. Entrarão na lista futura de quando terminá-las, espero.

░░ Filmes ░░

Filmes eu venho fugindo rapidamente do meu atual de ver muitos de forma constante e a memória não anda ajudando a lembrar dos meus favoritos, mas citarei alguns que consegui selecionar como destaque.Aftersun (2022)
The menu (2022)
RRR (2022)
The banshees of Inisherin (2022)
Babylon (2022)
Beau is afraid (2023)
Barbie (2023)
Sorry we missed you (2019)
Delicatéssen (1991)
So long, my son (2019)
Rotting in the sun (2023)
Saltburn (2023)

░░ Podcasts ░░
Bobagens Imperdíveis (Aline Valek)
O Assunto (Natuza Nery)
Meus discos, meus drinks e nada mais (Bruno capelas)
Chutando a escada (Ep.: SOAD e o genocídio armênio) (*Filipe Mendonça e Geraldo Zahran)
Rádio Novelo

Espero, com pouca esperança, um 2024 mais preenchido.
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