Um amigo mandou um vídeo pra mim onde uma pessoa sussurrava "safada, você é safada" e rimos com a conclusão de que, sim, somos fadas. 🧚🏽♀️
E aí fiquei pensando que seria ótimo desenhar uma fada nada fofa, com energia de pin-up, debandada da sua colônia por motivos dos quais todos falam em mexericos baixinho, mas que todo mundo sabe muito bem o que ela é. Sim, uma SaFada. E ela cansou, gostosa que é, de se dobrar a regras de pudor e não só assume como convida em manifesto: Safade-se você também. Bota aí a gostosura pra jogo. Afinal, a vida é curta pra ser uma fada comportada. (kkkkkkk)
Busquei algumas referências, joguei tudo no photoshop e comecei a rabiscar. Cheguei num esboço que gostei, mandei pro CSP pra começar o processo de pintura.
Desde a pintura da Nina que fiquei bem encantadinha com um brush que simplesmente tinha ignorado a existência. Fui na pira de conhecer pinceis novos e esqueci o mais básico dos ensinamentos: o básico funciona. O pincel redondo, nº1, macio, de mescla suave, é perfeito. Perfeito. O mais básico dos básicos. E foi com ele com um outro basiquinho do CSP (pincel fino) que pintei essa querida.
Eu achei incrivelmente divertido pensar nessa iluminação e sinto um orgulhinho por ela. Também foi uma delícia mesclar vários modos e pesquisar cartazes que se encaixassem na estética que eu queria. Tô curtindo explorar essa coisa meio whimsigoth+fairycore+medievalcore+art nouveau, se é que me entende.
E o pôster com o manifesto ficou assim e, particulamente, gostei bastante (espero não acordar odiando amanhã).:
Frescura de design: a cor da borda em hexadecimal é a #FAFADA ☺
Ilustração feita no Clip Studio e design feito no Photoshop.
Seguindo ainda na obsessão visual pela Kate Bush e pelo universo construído visualmente pela Chappell Roan, fiz dois desenhos:
Seguindo a linha de "Dama da noturna" e "Dama Solar" das outras, nessa fui de "Dama Antelucana" remetendo ao clipe onírico de Wuthering Heights:
Confesso que quase deixei esse desenho de lado porque essa posição das mãos e o excesso de luz branca me deram um nó na cabeça de como resolver. O que me estimulou a continuar foi assistir uma aula foda de CSP com a Sula e baixar uns brushes novos e ficar doida pra testar. Mas consigo ver que continuo errando nas mesmas coisinhas, sigo estudando.
E na pegada Chappell, tava voltando do trabalho mais uma vez ouvindo The Rise and Fall of a Midwest Princess, porque eu nunca consigo viciar em nada normalmente, a coisa toma toda a minha cabeça e não sai fácil, e pensei: E SE eu fizesse mocinhas vingativas com o mote de My kink is karma? E SE essas mocinhas fossem de novelas da globo? Levando em conta A Adriana vingativa de Quem ama cuida e a Nina de Avenida Brasil que estão no ar agora, achei que seria uma delicinha desenhar alguma delas como uma diabrete retrô, tal qual a Chappell.
E assim fiz, haha:
E esse eu verdadeiramente me diverti fazendo hahahaha. Foi bacana pesquisar um pouco mais sobre capas de design de moda antigas também, me relembrou meu tcc, matou um pouco da saudade que eu tava de pintar retratos e ainda me fez entender que dá pra aplicar um pouco de design no Clip Studio, que ainda apanho demais com saudades do Photoshop.
Eeee, nesse meio tempo, ainda consegui upar novas estampas lá na lojinha da Penca, inclusive algumas estampas do desafio viraram caderninhos.
Eu não me considero uma pessoa pudica, nem de longe. Um dos meus momentos favoritos do ano, aliás, é desenhar kinks ao longo de outubros e o fiz por 2023, 2024 e 2025. Fui sendo cercada pela ideia de ler A casa dos budas ditosos como um livro de putaria tem uns bons meses e não sei precisar bem onde começou, mas sei que houve dois principais gatilhos. 1) Esse vídeo da Goka, baiana maravilhosa, que tem um grande poder de contar histórias com um sotaque delicioso que instiga vontades demais. E aqui, ela sugere a uma pessoa que lê por demais romances hot a ler A casa dos budas e peguei o conselho pra mim também, tal indicação com boca cheia; e 2) Fernandinha Torres anunciando estar vindo pra Recife trazendo a peça A casa dos budas ditosos e rebuluçou minhas entranhas de vontade de faltar no trabalho, tomar um blablacar pra capital, vê-la sendo maravilhosa e voltar do jeito que desse. Não deu.
Mas joguei o arquivo no kindle, no mais próximo que eu pude fazer e me rendi ao livro. Que, aliás, começa com um prefácio maravilhoso da Fernanda e que, no resto da minha leitura, tomou todo a voz dela mesmo. Especialmente porque a personagem, baiana, mora no Rio. A voz é dela. E melhora vendo, por fim - ainda que não pessoalmente, pra minha tristeza, a peça:
Mas então, o livro conta a história de uma mulher já em idade avançada que descobre uma doença que só fala qual é no final, como se pouco importasse e que resolve entregar ao autor, o João Ubaldo Ribeiro, suas memórias de uma vida regada a muitas aventuras sexuais e muitas provocações.
O livro surgiu de uma encomenda de uma editora pra coleção Plenos Pecados e atribuiu ao João Ubaldo Ribeiro a escrita para o pecado da Luxúria.
Comecei aqui falando que não me considero pudica, já me justificando, porque lendo esse livro que vai de zoofilia (que foi apenas pincelado na peça, aliás) a incesto, coisas que considero inaceitáveis de pensar, me colocou como pudica. O que acho ser o propósito do autor, nas provocações, invocar os tabus que assolam a mente de cada leitor. O choque, o horror, a negação, o "agora ela foi longe demais". E aí me veio aquela sensação de ser enrolada pela narradora. Imagina, baiana morando no rio, provavelmente desbocada como só esses dois estados sabem ser, estaria rindo do choque do leitor de longe, essa gente careta.
Achei algumas partes maravilhosas:
A Luxúria pertence a Deus, não ao demônio. "Satanás odeia a luxúria, não é invenção dele, assim como a bondade", diz ela.
Aqui, ainda no prefácio de Fernanda, citando a personagem que, apesar de toda a vida dada ao pecado da carne, é católica e crente em Deus.
Quando adentra ao texto, de fato, percebemos que a personagem é uma mulher muito erudita, muito embasada, muito cheia de referências e ela fala em politeísmo católico, sobre a transformação de deuses em santos e sinto que muitos católicos, crentes de serem monoteístas, começariam a se remexer desconfortavelmente daqui.
Ela tem uma forma de colocar a putaria em palavras bonitas que me deixou admirada. Algumas muitas vezes precisei mesmo repetir trechos, mas falando em voz alta, o que como falei, na minha mente vinha mesmo em voz de Fernanda Torres. Mas ó, só:
E aí, com uma lua descomunal iluminando a barra da baía de todos os Santos, eu encarnei todas as deusas do amor, todas as diabas desabridas que povoam o universo, a Luxúria com suas traiçoeiras sombras coleantes e seus estandartes imorais, seu chamado à devassidão, à dissipação e à entrega a todos os gozos de todos os matizes até chegar à morte lasciva, eu era a Luxúria integral, baixada ali para reinar como um espírito imisericordioso e invencível, naquele morro assombrado e suas redondezas petrificadas. Eu fiz tudo com ele, tudo a ponto de achar que ele desfaleceria. E nem perguntou nada, quando eu sentei em cima do pau dele e ele viu que eu já estava longe de ser virgem. Não perguntou, nem eu disse nada. (...)
Ou essa parte, que acho ser um ótimo convite ao livro:
Claro, minha vida não foi comum, mas eu basicamente sou igual a qualquer uma, nem pior, nem melhor. Sempre tive dinheiro e fui inteligente, o que certamente facilita as coisas. Mas sou igual a qualquer uma. E pessoas leem romances, biografias, confissões e memórias porque querem saber se as outras pessoas são como elas. Não somente por isso, mas por muito por isso. Querem saber se aquilo de vergonha que sentem é também sentido pelos outros, querem olhar mesmo pelo buraco da fechadura e, quanto mais olham, mas precisam olhar, nunca estarão saciadas. (...) Vai ter muita gente que vai ler isso e vai discordar (...). Largue este texto, então, não perca seu tempo. Não largou? Não largou, claro. Chegou até aqui. Não é para largar. A intenção do buraco da fechadura é a primeira. A segunda é provocar tesão, quero que quem me ler fique com vontade de fazer sacanagem, pelo menos se masturbando. (...) Penso principalmente nas mulheres, gostaria que as mulheres, ao tempo que se tornassem mais ousadas, se tornassem também mais abertas, mais compreensivas, deixassem de ser tão mulheres, por assim dizer. (...) Quero que as mulheres fiquei excitadas, se identifiquem comigo, queiram me comer e comer todo mundo que nunca se permitiram saber que queriam comer, quero criar um clima de luxúria e sofreguidão (...) um momento em que a sacanagem toma conta de tudo, e ela se sente fêmea, devassa, puta, ela faria tudo, tudo, ela quer foder, ela quer fazer tudo!
É, de fato, um livro que não passa simples pela vida quando lido. Decididamente foi interessante de ler e entrar no meu arcabouço de livros sobre luxúria.
Eu tentando mexer no layout do blog sendo leiga e sem tempo. Então provavelmente vai estar tudo torto. Mas uma hora vai. Uma hora vai kkkkkkkkkkkrisos nervososkkkkkkkkk.
E, finalmente, a última estampa. Acabou sendo mais fácil de desenhá-las do que pensei, ainda que não tenha amado todas (faz parte) e algumas tenham tido falhas que não encucarei, juro. Foi um bom estudo, tava com saudade de fazer estampa e penso em algumas delas virarem produtinhos lá na lojinha da Penca. ❤
Capenguei nos últimos dias de BEDA, com o mês quase todo certinho. Fim de semana, pra variar, foi uma sucessão de problemas a resolver. Acho que tô perdida no meu cronograma, as coisas parecem infinitas. Quando as termino, recomeçam.
Eu confesso que queria, como uma pessoa normal, chegar aqui e falar sobre uma semana que foi gostosa de ser vivida. Sabe? Aquela que, sei lá, saí do trabalho (mal necessário) e fui fazer algo bacana com pessoas bacanas. Ou que cheguei em casa, tomei um banho, pedi uma comida gostosa enquanto me afofei no sofá pra terminar a noite com um livro companheiro ou um filme top #1 num streaming. Não parece algo normal que pessoas normais fazem? Ou a minha ideia de normalidade é muito idealizada em 2026?
Por aqui, chegar do trabalho significa: cuidar dos animais, cuidar da casa, cuidar da minha vó, comer algo de todo dia, trabalhar novamente, tentar ler um pouco e dormir exausta. Fim de semana, acordar exausta e pegar demandas que não deram tempo de serem resolvidas durante a semana. E quando vi, segunda-feira de novo, começo de mês de novo, outro ano começando.
A culpa não é dos desafios que me proponho, perceba. Eles deveriam ser o meu tempo vago pra atividade de lazer e criatividade. O problema é todo o resto fazendo cosplay de buraco negro e engolindo tudo ao redor. Eu preciso lutar bastante para que exista tempo vago e queria só deitar e dormir o tempo todo. Vai ver os dois últimos anos de férias que não tive estejam pesando mais que nunca.
Apesar do cansaço, eu amei os desafios a que me propus (ainda tenho mais duas estampas pra terminar, elas virão!) e, de alguma forma, sentirei falta de vir aqui escrever algo todos os dias.
Me sentindo em fim de festa que todo mundo tá indo embora, tô sentada sorrindo, mas triste que tem que desmontar tudo.
Esse post faz parte da seleção mensal da comunidade de blogagem coletiva ENTREBLOGS, criada com o intuito de compartilhar nossas perspectivas sobre os mesmos assuntos. Esse é um tema de agosto (BEDA 2026 - Guardiões da Blogosfera) E é possível ler o que a galera anda escrevendo por aqui.
Acho que em algum momento eu comentei que tô passando por um encantamento momentâneo pela Kate Bush (aqui ou no mastodon, aí já não lembro mais, estoy loca a essa altura do dia 75 de agosto.)
E desenhei a querida, descobrindo que tem vários looks bafônicos, já quero desenhar todos.
Ainda tô apaixonadinha pela Chappell Roan, que também é dona de looks maravilhosos e já a desenhei uma vez, mas tenho vários looks dela que ainda quero explorar <3
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Uma das coisas about me que devo dizer é que sou viciadinha em listas. Quando abri meu listography eu era de uma inocência e romantismo que me impressionam.
Mas devo dizer, eu sinto saudade da esperança dessa Keith. Por hoje, peguei um certo receio de abrir listas do "antes dos" porque, a vida. Ah, a vida.
E pra atualizar essa lista, agora, antes dos 40:
Eu trabalho, pago as contas, sou a base da casa, mas pra chamar isso de independência financeira parece até errado, tal a dificuldade de equilibrar tudo;
Não moro só, moro com minha mãe e minha vó e cuido de ambas;
Sigo com meu piercing e amo o querido (no septo);
Poucas viagens, mas gostosas;
Nunca saí e nesse ritmo nem vou (desce uma lágrima, kkkk);
Nem de brinquedo (e nesse ritmo...)
Desisti do violão. Desenhar e tricotar já me renderam uma tenossinovite + tendinite. Escolher é renunciar, né? Escolho desenhar e tricotar (e bordar, ocasionalmente).
Nesse aqui eu fui de uma inocência absurda que eu me recuso
Dei passos de empreendedorismo e acho válidos. Mas ainda doloridos.
Ainda não fiz nenhuma tatuagem, tristemente. Mas já mudei os quereres também.
E ainda deu tempo de fazer um esbocinho de outro desenho (numa fixação repentina e inesperada pela Kate Bush). Se vai aparecer por aqui, só o universo sabe, kakaka.
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Hoje foi o dia de encontro do clube do livro pra discutir esse do mês de agosto.
Eu já tinha lido em 2021 e, confesso, tinha esquecido grande parte dos acontecimentos que, pra ser justa com minha memória de peixinho, não são poucos. Lembro ter ficado marcada por dois pontos fortes do livro: O perfil marcante de três gerações de mulheres e o golpe militar.
Lendo dessa vez, tendo agora a série (2026) e o filme (1993) como recursos visuais, espero ter fixado melhor a história na mente.
O livro da Isabel Allende acompanha a família Trueba ao longo de várias gerações, começando por Clara, uma mulher com poderes sobrenaturais que desde criança convive com espíritos, premonições e outras coisas que seriam consideradas bem estranhas se aquela família não estivesse acostumada.
A história vai misturando a vida da família com as mudanças políticas e sociais do Chile (que não é citado no livro, mas que é possível supor pelo contexto e porque o avô da Isabel foi o presidente do Chile quando houve o golpe militar), acompanhando principalmente Clara, sua filha Blanca e sua neta Alba. No meio disso tudo tem amor, casamento, traição, violência, conflitos de classe, relações familiares complicadíssimas e, claro, uma quantidade considerável de fantasma..
É um livro sobre memória e família, mas também sobre como a violência e as escolhas de uma geração acabam respingando nas próximas. E, apesar de ter toda essa parte fantástica, o que mais pesa na história é justamente o que é muito real: as relações de poder, os abusos, as perdas e a tentativa de continuar vivendo depois de tudo.
Nas discussões do clube, cada uma trouxe um pouco da sua vivência sobre esses temas, alguns deles muito nossos, enquanto mulheres latinas com boas doses de sincretismos e próprias histórias de malassombros pra contar. Em algum outro momento volto por aqui pra contar algumas das nossas histórias familiares.
Antes de virar o dia, hoje foi impossível fazer outra coisa que não desenhar sentada no chão, pular na cama e assistir desenho animado pensando, bem idosa, que os da minha época eram mais legais.
Vejo minha sobrinha poucas vezes no ano, pois mora em outro estado, e ainda assim ela do alto dos seus 6 anos gosta da minha companhia. Coisa que nunca vou saber explicar, pelo pouco jeito que tenho com criança. Mas vai ver por isso que ser criança seja mesmo essa fase maravilhosa.
Tudo que tenho pra dizer hoje se resume em desenhos feitos em conjunto com minha sobrinha:
Lendo postagens antigas de blogs que gosto, mas que conheci há pouco, venho sendo tomada pela ideia que vi no Arantchans que viu no Tristezinhas Cotidianas: Um ano sem fazer compras. E peço licença pra roubar pra mim.
Por motivos similares que envolvem pouco dinheiro entrando e muito dinheiro saindo, eu, que já fui mais controlada financeiramente e perdi o controle da minha vida, preciso voltar a 1) ter controle de entradas e saídas, 2) ter gastos inteligentes e 3) parar de acumular coisas.
Esse ano, como volto sempre a comentar, perdi o meu pai. Além de todo o desgaste emocional envolvido, pensando friamente, tivemos o agravante de perder também um salário entrando. Isso significa a gente vem rebolando pra suprir tudo com menos dinheiro e, gates, todo começo de mês tem sido um poço de ansiedade e incertezas.
Um outro agravante é gastos com compulsões alimentares. Ok, ok, nutricionistas, não é um vício, apesar de parecer um. Ainda quero voltar a falar sobre por aqui.
Quando falo em gastos inteligentes é que sinais de alerta foram especialmente acesos esse mês pra reforçar que eu que sou a provedora agora. O que eu gastar com futilidades faltará em coisas essenciais. E a não ser que eu roube um banco, me envolva em algum esquema fraudulento ou vire esposa trofeu, a vida segue sendo ter que ser responsável pelo bem-estar de duas idosas e 14 animais além de mim, que estou envelhecendo com problemas de saúde. VDM.
- Papelaria (!!!!! usar material de junk journal !!1!1!) - Material artístico (já tenho tudo, já tenho tudo, já tenho tudo) - Livros (já tenho assinatura da TAG) - Streaming (rever os assinados, aliás) - Comidas (nada de "leve 4, pague 3" das Americanas) - Esmaltes - Decoração - Avaliar o que já tenho e não comprar item repetido com a mesma função e que esteja em boas condições.
gastei, mas não podia
quis comprar, mas não comprei
Pretendo começar em 01/09/26 com atualizações mensais. Desejem-me sorte, hahahchorahahaha.
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Sigo com dor de dente e numa odisseia ocasionada pela insegurança muito particular de quem é pobre, dependente de um sistema que não funciona como deveria e isso tem me causado tristezas, frustrações e revoltas.
Curiosamente eu já tinha procurado dentista no querido postinho do bairro e descobri que, tal qual uma vila perdida na idade média, o dentista só passa uma vez ao mês num consultório móvel e você vai lá madrugar em busca de uma ficha. É isso o que eles podem fazer por mim. Com dor ou sem dor, resolvido ou não, dia 26 estarei lá às 6h30 almejando a minha ficha.
E aí paro pra pensar sobre meu antigo plano dentário que, inocentemente, pensei ter me salvado como todo mundo me prometeu que salvaria, mas que to-da restauração feita pelo bendito plano quebrou. E o dente que dói agora, que quebrou uma pontiiiinha, foi a única restauração paga integralmente e que, pelo visto, não deu tão bom também não.
E essas restaurações foram quebrando enquanto eu tava lá presa no ciclo de cuidados com meu pai nos hospitais e também com minha vó. Pequenas coisas que foram se tornando grandes coisas e impossíveis de serem resolvidas enquanto eu trabalhava de dia e dormia à noite em hospital.
É difícil explicar pra quem tem acessos o que é não ter acesso. Pra quem tem, parece natural. Questão de "é só (insira aqui a resolução simples de um problema que se resolve com dinheiro) e pronto" e, spoiler: não é. Quando eu tive dinheiro, foi isso mesmo. Quando tive tempo, não tanto. Não tendo nenhum dos dois, não é.
Quando falo em dentista, a coisa que mais escuto é "morro de medo", "odeio dentista", "tenho trauma". Eu, que venho de uma eterna problemática dentária com muitas dores com febres altas e tremedeiras de uma vida inteira, digo: eu amo dentista. Pra mim é fim de dor, resolução de problema. Seria, digo, seu tivesse dinheiro.
Vi um vídeo desses que alguém aborda outro na rua dizendo "rasparia a sobrancelha por 5mil reais?" e a pessoa: NA HORA. E seria eu mesma se alguém me oferece um tratamento dentário completo. Amigue, eu já raspei o cabelo de graça. Sobrancelha? cresce. Tatuo até algo patético no meu braço, só mindê.
Tava me sentindo pavorosa de feia, aliás, dor faz isso, pelo que deu pra perceber. Tentei resolver pintando a unha. Não funcionou, claro, mas agora tô feia com unhas super brilhantes.
Sigo medicada, com dores leves, procurando um dentista que não me cobre um rim e jogando pra amanhã a esperança de um dia com paz.
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Hoje em dia os jovens chamam de trend, mas as correntes já existiam há tempos nos blogs. E como missão do vilão da semana "Escreva uma postagem inspirada em um texto publicado por outro participante do BEDA", vi esse no Marcelo, que viu na Empório Kiyomi, que por sua vez viu em outros blogs (como aqui, aqui e aqui) e me inspirou também a responder, como um eco mesmo, esmo, smo.
Qual é a primeira coisa que você faz quando acorda? Não me orgulho, mas olho o celular. E nem é com a desculpa de que vou olhar a hora, eu vejo logo notificações.
Café, chá ou chocolate quente? Café no dia a dia, chá pros dias românticos (ou romantizados) e chocolate quente pra ocasiões especiais.
Qual é a estação do ano favorita? Bom, levando em conta que não temos estações definidas por aqui, gosto mais do período que abrange o clima mais ameno, mais ou menos ali de maio a setembro, o que chamamos de outoninverno.
Você prefere praia, campo ou cidade? Cidade. Praia nunca foi o meu forte e campo lembra mais a minha infância quando eu chorava de saudade do liquidificador, quer dizer.. Mas gosto de sossego.
Um livro que marcou sua vida? David Copperfield, do Charles Dickens. Lembro que peguei ele na biblioteca da escola, encantada pela capa. Foi um livro que me capturou desde o comecinho, com o nascimento. Descobri ser o meu tipo de história favorita. Terminei de ler, virei o livro e recomecei a ler quando deveria estar me arrumando pra ir pra casa da minha vó.
Qual foi a última série que você assistiu? Estimulada pelo livro de agosto do clube do livro, assisti a adaptação de A casa dos espíritos.
Você gosta mais de filmes ou séries? Filmes! E sem muitas sequências, por favor.
Qual é o seu doce favorito? Pergunta perigosa pra uma diabética com compulsão alimentar, rs. (Frito com doce de leite, pode ser sonho, churros, o que seja).
Existe alguma comida que você não come de jeito nenhum? Nordestina fuleira que sou, não me venha com buchada, dobradinha e similares. 🤮
Se pudesse viajar hoje, para onde iria? Salvador. Porque ando precisando de um abraço de quem tá lá.
Qual é o seu aplicativo mais usado? Infelizmente, o whatsapp
Você é uma pessoa organizada? Digitalmente, já fui mais e amava me gabar por isso. Hoje em dia, eu já perdi total o controle da minha vida, haha. Fisicamente, eu sou terrivelmente bagunceira pro meu próprio bem.
Qual foi a melhor viagem que já fez? O Rock in Rio foi foda, mas um Festival de Inverno de Garanhuns ali por 2012 tem muito o meu coração. Meu irmão ainda morava lá, fiquei hospedada na casa que ele dividia com um outro funcionário da tv em que ele era repórter, bati perna sozinha pela cidade, visitamos um sebo e cafés bacanas, exposições, parques, demos carteirada em camarote pra assistir de pertinho shows do festival. A casa também dava pra um céu cinzento onde se destacavam pinheiros altíssimos que espalhavam um cheiro maravilhoso pela cidade e que eu amava ver durante as andadas pela cidade. Sempre costumo dizer que a experiência em Garanhuns já começa na rodoviária, quando coloca o pé na rua e é invadido por cheiro de eucalipto do Parque Euclides Dourado em frente. Saudades de um pé na estrada e um vento no cabelo na janela de um ônibus por paisagens cheias de verde.
Um hobby que você gostaria de praticar mais? Origami!
Qual é o seu horário favorito do dia? Depende. Se eu tiver, em casa, gosto do fim da tarde, golden hour clichê. Se for dia comum de trabalho, meu horário favorito é a hora de largar.
Você prefere fotos espontâneas ou posadas? Espontâneas dos outros, nenhuma minha haha. Mas quando fotografava casamentos, amava capturar imagens espontâneas.
Um filme que você nunca se cansa de assistir? Não ironicamente, a Saga Crepúsculo. É muita nostalgia.
O que sempre consegue melhorar o seu humor? Minha cama, meu ventilador e meu kindle.
Qual foi a última coisa que você comprou para si mesma? O esmalte "vale cada mordida" da coleção Cacau Show da Impala. Infelizmente viciadíssima em esmalte.
Se pudesse aprender uma nova habilidade instantaneamente, qual seria? Saber vender sem sofrer kkkkk
Você prefere planejar tudo ou improvisar? Meio a meio. Se me deixar planejar eu não saio do planejamento nunca. Então tem hora que ou eu taco o foda-se do improviso ou as coisas não saem do papel.
Qual é a sua lembrança mais antiga? De não sabe pronunciar o "R" e de aprendê-lo com a palavra "bruxa" repetindo mil vezes pra todo mundo: bruxa, bruxa, bruxa.
O que você mais gosta de compartilhar no seu blog? Meus desenhos, apesar de não estar tão produtiva quanto já fui.
Onde você se imagina daqui cinco anos? Infelizmente, ando de copo meio vazio por trauma dos últimos anos. Prefiro ir com um dia de cada vez, sem grandes projeções, não tenho condições.
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Hoje praticamente não saí da cama. A dor que senti há dois dias, voltou leve, mas constante e me fez perder a paciência unida com tristeza. Não saí da cama e das coisas que programei pra manhã, fiz nada, nada.
Tinha que ir ao cemitério falar com a moça que vai ficar arrumando o túmulo do meu pai. Acho que já comentei em algum texto passado que nunca senti necessidade de fazer os rituais de morte até uma amiga perder a mãe há uns 14 anos. As vezes que fui pra cemitério depois disso, me enchia de tristeza os túmulos abandonados. Não tanto quanto um que tem uma carta de uma criança desejando feliz natal pra vó, mas bate num local diferente, sabe? Enfim. A moça não pode, não reclamei de não ir.
Tinha programado também o encontro do clube do livro. Não cheguei a concluir o marcador, que me propus a desenhar e imprimir e acabou sendo adiado - que também não reclamei. Com dor, cara inchada de choro e vontade de nada, me acalentei na cama quente com minha compressa gelada e terminei de ver os episódios de A casa dos espíritos.
Ontem pareceu fácil ser feliz, hoje, porém, dificílimo. Eita, vida.
Mas amanhã volto com a programação das duas estampas, que tão prontinhas, apesar dos pesares.
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Pensando no que escrever no BEDA de hoje enquanto voltava pra casa, lembrei que hoje mudava o vilão e que viriam outras ideias e desafios de escrita.
Devo confessar uma coisa sobre uma das missões: eu sou péssima pra "trabalhar em parceria", me deixa ansiosa, fico com receio de não conseguir "fazer minha parte", com um receio digno de trabalho em grupo da época de universidade, haha. Sou tímida, um fantasminha solitário que tenta não incomodar ninguém, ó só. Esse vilão chegou chegando.
Mas falando em universidade, hoje foi o dia de reencontrar rostinhos conhecidos do meio do design da minha época de UFPE em um evento criativo que tava rolando por aqui, adquirir mimos na feirinha de artistas, assistir um bate-papo instigante com a Deia (do podcast Não Inviabilize), de almoçar com amigues, xingar o mercado de trabalho inundado de design ruim de IA e relembrar nomes e personagens desse mercado maluco, almoçar um yakissoba tradicional delícia, voltar pra casa mais leve.
É muito fácil esquecer nessa rotina esmagadora que, quando a gente não se permite sair do que nos oprime, a realidade fecha demais a nossa visão pra que, às vezes, nem é tão difícil assim ser feliz.
E falando sobre leveza e voltando pra missão do BEDA, relembro das vezes em que adentrava entre muitas risadas com o blog da Patrícia (que infelizmente hoje não existe mais, mas dá pra ler aqui), o Te amo, porra! Eu, que nem acompanhava realities, não me importava de não acompanhá-los, porque gostava de lê-los na voz da Patrícia que tinha um texto muito característico com bordões, apelidos e todo mundo. Chorava com as histórias familiares e dramas pessoais. Era como ter uma amiga próxima que a gente senta e conversa horas a fio contando histórias e absurdos ou comenta qualquer baboseira que passa na tv naquele momento. Ô, saudades. Um beijo, Patrícia!
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Escrevendo na hora que peguei no celular, pois sem condições de ir pro computador.
Total exausta da semana, falo de 5 coisas que fizeram parte do meu dia:
- dor forte e repentina no dente. Acordei na madrugada desorientada;
- pulo ao banheiro do trabalho pra chorar por lidar com gente insensível;
- assar um pão e levar pra vizinha que perdeu recentemente um irmão;
- entender minha intensa irritação semanal num episódio uterino precipitado;
- me animar a voltar pra estudar novamente, por ver uma oportunidade interessante à vista;
Amanhã vai ser melhor.
Esse post faz parte da seleção mensal da comunidade de blogagem coletiva ENTREBLOGS, criada com o intuito de compartilhar nossas perspectivas sobre os mesmos assuntos. Esse é um tema de agosto (BEDA 2026 - Guardiões da Blogosfera) E é possível ler o que a galera anda escrevendo por aqui.
Eu sabia que agora no começo/meio de mês a coisa apertaria em relação a tempo, não curti essa estampa e tentei 3 diferentes, mas sigo persistindo. Bora, bora.
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Terminei com basicamente uma semana de folga o livro do clube presencial que participo, o A casa dos espíritos da Isabel Allende e ainda quero pausar a cabeça pra conseguir escrever sobre. Foi uma releitura, na verdade, que amei revisitar, apesar de todas as dores contidas no livro. E pra dar conta da quantidade de páginas dentro do tempo hábil, me dividi entre 2 kindles - um em casa, outro na bolsa - e o audiobook, mesclando esses dois últimos em trajetos andados, ubers e filas de espera. Foi definitivamente uma experiência.
Ao mesmo tempo em que quero tempo pra pausar, sou empurrada pela minha fila de leitura e afazeres e já pulei pro próximo. Aliás, pros dois próximos. 😳
Há umas semanas que tenho sido cercada por indicações de leitura de A casa dos Budas Ditosos (percebendo aqui um padrão de leitura de "A casa dos..."). Já joguei no meu kindle novinho - que não sei se falei por aqui, mas ganhei um kindle de aniversário e ainda estou fofa e feliz, levando em conta que o meu idoso paperwhite já mostra sinais de cansaço. E tava vendo uma oportunidade de começá-lo unida à urgência de livros da TAG chegando e eu sem conseguir inserí-los na minha fila. Bateu a culpa. Vi elogios a um dos últimos, o A correspondente, da Virginia Evans e considerando ser um romance epistolar e, supostamente, fácil de ler, catei pra me acompanhar nas noites antes de dormir.
Vi um vídeo da Fernanda Torres, que tá em cartaz com a peça, anunciando que vem pra Recife e me contorci toda de vontade. Olhei pras datas, numa quarta e quinta-feiras de começo de mês.
Eu no interior do estado em plena semana de trabalho faço o que? Xinguei o trabalho, o ter que trabalhar, o horário comercial, o não existir de férias, a falta de dinheiro e de possibilidade de mandar tudo a merda.
Me sobrou o livro. Catei minha camisa rosa da Fernanda Torres, porque nas quartas vestimos rosa, meu kindle com o dito livro e comecei a ler a caminho do trabalho. E não é que o prefácio também é escrito pela querida? Já começa delicioso. E, confesso, já me pegou mais no prefácio que as 40 páginas lidas de A correspondente.
Eu, minha camisa surradíssima do Oscar passado e meu kindle novinho
E, falando em livros, amanhã tem o evento Encha seu Kindle. Pois, porque não encher mais a fila já imensa de mais livros, não é mesmo?
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Sem o meu pai. Primeiro deles. É muito estranho. Confesso que pensei que não seria tão impactada, mas, olha que surpresa, foge ao meu controle decidir as coisas que vão me derrubar referentes a ele.
Seguindo uma das missões do Beda, 5 coisas que fizeram parte do meu dia:
Assisti ao programa especial de dia dos pais do Daniel, como meu pai, fã de sertanejo, teria assistido. E às lágrimas como ele, chorão que era.
Fiz o almoço com uma receita de batata "em canoa" que, modéstia à parte, ficou boa demais. Quem sabe eu volte e poste lá no meu outro blog essa receita.
Visitei meu pai no cemitério. Em algum momento da vida eu odiava e não via sentido nos rituais que envolviam os mortos. Hoje chegou a minha vez de entender.
Continuei com a leitura de A casa dos Espíritos. Tô em 70%, metade lendo pelo kindle e metade ouvindo o audiobook. Acho que vai dar tempo de terminar antes do encontro do clube.
Esbocei o desenho do marcador-mimo do clube. Em breve mostro por aqui também.
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Hoje seria o dia de postar uma estampa nova do Pattern Challenge, que tá pronta, mas não é que deixei o arquivo do poster no pc do trabalho e tô com uma imensa preguiça de lidar com tecnologia a fim de capturar esse arquivo na nuvem (feito no photoshop) e ver se ele funciona sem quebrar no Affinity?
Nam, vai ficar pra segunda, que eu num vou endoidar. - Disse ela, já doida.
Hoje mesmo já me irritei com um trâmite tecnológico bobo que não deveria ter levado tanto tempo o quanto levou.
Um amigo querido, artista, vai lançar uma música no spotify e mandou dm pedindo que eu pré-salvasse. Massa? 👍JOIA👍.
A promessa: dois cliques e tá feito.
A realidade: Abre janela dentro do instagram com janela do artista, aperto o botão de pré-save > spotify deslogado em janela desconhecida, pede login. Que tá no facebook (esse infeeeerno) > página de login do facebook, qual é o diabo da senha? > tela de você é você mesmo? > tela de quer salvar esse navegador? (spoiler: não vai salvar) > vai pro spotify, tá off pq tá na 4g, muda pra wi-fi > tela de você quer conectar com a plataforma de pré-save do artista? > tela de mas antes, conheça mais de > finalmente pré-salvado
É disso que os velhos falam sobre não entender tecnologia, porque na minha época não era esse trololó todo não.
Então é isso, a estampa vai ficar pra segunda.
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Essa semana estou especialmente cansada. Talvez eu não devesse ter ignorado a necessidade do meu corpo em fazer exercícios e devesse ter vencido a necessidade de repousar. Mas o que sinto pesar de verdade é a cabeça cheia de coisas que quero fazer e não consigo, que vão se atropelando antes de verem o mundo.
Ensaiei postar o resumo da semana, como missão do BEDA, mas a minha própria semana me atropelou. Cheguei em casa, coloquei o notebook no colo, ensaiei escrever um texto que já estava na minha cabeça, fechei o notebook e desisti. Como necessidade de criança, optei por olhar o teto ou fechar os olhos e ouvir minha respiração implorando por silêncio, necessitando o nada.
Fantasmas rodeavam minha cabeça em ciranda, cada um assoprando trechos de assuntos diversos que me tomaram e não encontraram uma saída.
Quanto a gente consegue acumular de problemas, obrigações, informações e vontades em uma semana? Em um mês? Em um ano? Quanto tempo demora até começar a fumaçar?
Cheguei em casa e fiz uma faxina, pra alívio da mente.
Funcionou parcialmente, foi o que deu.
Amanhã, quem sabe.
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