𝚃𝚑𝚎 𝚗𝚊𝚖𝚎 𝚘𝚏 𝚊𝚗 𝚎𝚡𝚝𝚒𝚗𝚌𝚝 𝚜𝚝𝚊𝚛 𝚎𝚌𝚑𝚘𝚎𝚜, 𝚌𝚛𝚎𝚊𝚝𝚎𝚜 𝚠𝚒𝚝𝚑 𝚜𝚒𝚕𝚎𝚗𝚌𝚎, 𝚜𝚑𝚊𝚍𝚘𝚠, 𝚊𝚗𝚍 𝚋𝚛𝚒𝚐𝚑𝚝𝚗𝚎𝚜𝚜.

sexta-feira, 19 de abril de 2024

Não quero mais indicações

Eu quero ler os livros que comprei, que me organizei pra ter, que eu achar por conta própria. Os álbuns que adiei, aqueles que descobri e descobrirei, eu quero ouví-los por mim. Os filmes, as séries, aqueles que fazem sentido no meu momento de vida, os que encontrei, os que vou encontrar.

Em hobbies, quero me jogar naqueles que eu sentir que meu corpo e minha alma se encontram. Sem cobrança de qualidade, sem pressa.

Sem indicações furando todas as minhas filas, minhas organizações, meus eus.

🎵 This time I wanna drive
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sexta-feira, 12 de abril de 2024

Dança

Desde o último “salto” de evolução na doença da minha vó (ou última hospitalização) ela demanda uma atenção ainda maior.

Aqui em casa a gente se move como uma dança em torno dela, em nenhum momento fica só, então precisa ser bem sincronizado.

Um sai, outro entra, outro cozinha. Um vai tomar banho, outro fica, outro limpa. Um descansa, outro vigia, outro trabalha.

Minha vida presa numa ciranda.
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sábado, 6 de abril de 2024

Eu, robô?

Eu tenho dificuldade demais em ver vídeo acelerado, porque eu sou lenta. Em muita coisa da vida eu sou lenta, nisso também.

Mas aí como não há tempo hábil pra tudo na vida, coloquei um vídeo aqui acelerado em 1.25x. E toda hora eu fico agoniada porque penso que a pessoa tá falando rápido demais.

Acabo perdendo tempo porque não entendo o que foi dito e eu preciso ficar voltando pra entender bem.

Lendo 'Eu, robô', segundo a 1ª Lei da Robótica de Asimov, por proteção a vida humana, se robôs caem em dilemas insolúveis, eles entram em parafuso.

Pensando aqui no parafuso que é estar cansada do excesso de informação e ficar frustrada com a perda de tempo e consumir mais informação pra suprir o tempo perdido.

Um robô só aguentaria porque excesso de informação não seria um problema, talvez, mas aí quem entra em parafuso é a mente humana com o dilema.
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sexta-feira, 5 de abril de 2024

Pinturas em guache, encadernação e outros











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quarta-feira, 3 de abril de 2024

Dias chuvosos, testes de pintura, silêncio... Outono 🧡






 

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Medo da folha em branco

Os tempos de agência publicitária me acostumaram mal. Com o processo de criação atropelado (achatado e inexistente), toda folha em branco ganha um sofrimento a mais. Isso porque o processo de pesquisa inexiste, porque "não há tempo", logo essa partida pra ação que sempre começa de algo pré-existente, semi criado, tira o fator "papel em branco" da criação. Me acostumei a não me deparar com o vazio e quando preciso lidar com ele, sofro.

Veja bem, são 12, quase 13 anos de meio publicitário nesses moldes. O que antes poderia ser uma tensão do começar, agora é um medo paralisante. E paralisa. Deveria ser diferente, o tempo de experiência poderia me dar know-how de criar ainda mais rápido, mas não quando o próprio trabalho é castrador.

Uma das lutas diárias é desatar esses nós e urge no peito a necessidade disso.
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terça-feira, 2 de abril de 2024

I didn't abandon digital paintings,

I just didn't have time for them anymore. I started this one and didn't progress much further than that.




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Anatomia de uma queda

Quando eu vi esse filme, não dei a importância aos simbolismos que poderia ter dado. A pressa do Oscar meio que mata esse degustar calmo da lista preenchida. Então o monólogo da Sandra bateu, mas não bateu tanto quanto vem batendo nos últimos dias.

É quase um ritual anual chegar a essa altura do ano com uma melancolia pertinente. Ano após ano, a sensação de ser insuficiente, de estar perdendo tempo, de não conseguir avançar e de estar presa se intensifica ainda mais. Acho que é mais ou menos na época em que o gás de mudança e renovação da virada do ano vai acabando e vai sobrando só a realidade de que, é, mais um ano eu ainda tô aqui estagnada e com leves e pesadas pioras.

Nesse fim de semana, proferi a frase "Enquanto meu irmão levanta cedo pra correr na praia (algo de sua própria escolha, em prol de si), eu levanto pra trocar fralda da minha vó (algo que não escolhi, mas caiu pra mim por consequências). Ai, a vida...". E ao falar isso, veio o discurso do filme me atingir em cheio no peito e me aumentar a sensação de culpa.


"Você reclama da vida que você escolheu! Você não é uma vítima. Nem um pouco. A sua generosidade esconde algo mais sujo e mau. Você é incapaz de enfrentar suas ambições e fica ressentido comigo por isso. Mas não sou eu que te coloquei onde você está. Eu não tenho nada a ver com isso! Você não está se "sacrificando" como você diz! Você escolhe se colocar de lado, porque você tem medo! Porque seu orgulho faz sua cabeça explodir antes de você conseguir pensar no rascunho de uma ideia! e agora você acorda aos 40 anos e precisa de alguém pra culpar! E a culpa é sua! Você se paralisa pelos seus próprios princípios e seu medo de falhar! Essa é a verdade."


E aí veio uma tempestade de questões que estão martelando aqui. A culpa mora no fato de não ter conseguido resolver minha vida antes de ser presa por ela. Como resolvo agora? Como saio da armadilha? Como lido com a culpa que possa vir depois? Por que eu não posso desistir? Por que eu tenho tanto medo das consequências de mudança? Por que eu não tenho a coragem que meu irmão tem? Chegarei eu aos meus 40 procurando alguém pra culpar? E o que fazer com esse sentimento de que já acabou meu tempo?

Algumas dessas questões invocam outras questões e possivelmente poucas respostas.

Pra complementar, vi um trecho de uma entrevista de uma das participantes do BBB quando eliminada, e ela dá uma fala performática sobre como não ter como competir com pessoas mais jovens - sendo ela com 33 anos. Entendi tanto que doeu.

E as falas seguem doendo. Anatomia das nossas quedas.
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