𝚃𝚑𝚎 𝚗𝚊𝚖𝚎 𝚘𝚏 𝚊𝚗 𝚎𝚡𝚝𝚒𝚗𝚌𝚝 𝚜𝚝𝚊𝚛 𝚎𝚌𝚑𝚘𝚎𝚜, 𝚌𝚛𝚎𝚊𝚝𝚎𝚜 𝚠𝚒𝚝𝚑 𝚜𝚒𝚕𝚎𝚗𝚌𝚎, 𝚜𝚑𝚊𝚍𝚘𝚠, 𝚊𝚗𝚍 𝚋𝚛𝚒𝚐𝚑𝚝𝚗𝚎𝚜𝚜.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Dia 26 de janeiro e estou no 9º livro

Sigo frenética, tentando aproveitar o meu tempo da melhor forma que dá - quando não estou jogada na cama com alta necessidade de não abrir os olhos ou quando não consigo fechar os olhos envolvida em vícios. É confuso, difícil de administrar, essas vontades de tudo e nada do corpo.

Tento não entrar no vórtex de vídeos curtos e jogos cheios de anúncio. Tento lembrar que preciso consumir os serviços que pago. Quero fechar os olhos e descansar, mas meu corpo se recusa e me lembra das coisas que tenho pra fazer, que quero fazer, que prometi fazer. Queria não ter prometido nada a ninguém. Queria não criar expectativas em ninguém, mas entendo que não existe a possibilidade de viver sem se envolver.

Além dos 9 livros, vi uns 15 filmes. A ansiedade fica na frestra da porta sussurrando: vai, lê enquanto dá. Assiste enquanto dá. Tudo isso vai mudar em breve.

Tô medicada, mas os períodos de hospital me assustaram e traumatizaram mais do que consigo mensurar.
Continue lendo read_more
terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Novo ano novo

Esse ano tô um tanto acelerada nas metas e aproveito a energia de troca de ano pra surfar na empolgação de cumprir as metas que der. Tenho muitas, muitas, mas seguindo as que tem dado, até então.

Nesse processo, já consegui ler 3 livros. Sendo justa, dois deles foram muito curtinhos: Vidas Secas, de Graciliano Ramos e A metamorfose, de Franz Kafka. Ambos excelentes e poderosos.

Em Vidas secas, uma família nordestina migra abatida pela seca do sertão. O impacto da fome, da sede, de vítimas da pobreza e corrupção, da grosseria adquirida pela dureza, da insensibilidade e desconfiança, mas acima de tudo, a honestidade, me impacta porque é daí que vem os meus antepassados e é um impacto que segue batendo mesmo quando não passamos mais em profundidade por tais aspectos. Mas o atraso? Ele tá lá. Vejo na minha vó, nas primas dela, no meu pai e suas histórias.

Minha vó, em avanço de demência, me faz pensar que, se tivesse tido uma vida mais confortável e sem privações, teria conseguido combater, não sei, a mente que se deteriora. E privações, não falo só as financeiras, mas humanas também. Não soube dar amor a alguns e, aos que deu, foi abandonada.

E aí vem A metamorfose falar sobre um personagem, o Samsa, que virou um inseto. Assim, sem mais, nem porquê. De forma similar, minha vó sofreu um AVC e, a pouco mais de um ano, vimos o processo dela de 'insetificação' de uma pessoa. Ela não sabe mais se comunicar, que não existe mais em convívio social, abandonada pelo filho, irmã, netos. Que, quando deixou de ser 'útil', passou a ser 'algo' a ser visto com pena e repugnância.

Em lapsos de autoconsciência, ela me diz que tô cheirosa e sempre respondo que ela que tá. Ela ri e diz "eu não". Mais de uma vez ela fala sobre se achar suja. Mas não, nunca tá, sempre tá cheirosinha e hidratada. É sobre isso que se trata as tais 'situações kafkianas'?

Apenas janeiro e eu já sendo socada em memórias e reflexões. Acho que o ano começou bem, apesar de pesares.
Continue lendo read_more
sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

TB Choi technique

 

First study of the year, testing TB Choi's cartooning technique. I thought it was weird, but did I want perfection in the first test? Calm down! haha

(still struggling with the migration from Photoshop to Clip Studio Paint).

Continue lendo read_more